Você acha que foi muito bem na entrevista. No dia seguinte, confiante, você aguarda uma resposta da empresa. Três dias depois, ansioso, você continua esperando um retorno. Uma semana e você, preocupado, já não sabe mais o que pensar. Uma atitude que passa pela sua cabeça é ligar para a empresa. Será que é uma boa?
Não, não é uma boa. Tudo o que você podia fazer já foi feito. Então, depois de sair da sala do entrevistador, o melhor a fazer é esquecer a entrevista.
Dali em diante, a vida segue. Se você estiver empregado, concentre-se em seu trabalho. Se estiver desempregado, concentre-se no próximo processo de seleção. Fácil não? Que nada! É natural que aquilo fique martelando em sua cabeça.
Na maior parte dos processos de seleção, a empresa se comporta como o juiz de futebol ao marcar um pênalti. A decisão está tomada e nem tem conversa. As poucas empresas que dão um retorno ao candidato não entram em detalhes.
Claro que seria bem melhor se você soubesse que não foi chamado porque malhou seu ex-chefe, porque escolheu mal a roupa, porque não usou o desodorante ou porque sua letra era muito feia.
Brincadeiras à parte, não é isso o que acontece. A explicação, quando existe, é vaga. Porque a empresa não tem interesse em desenvolver bons candidatos para outras empresas.
Um amigo, ao final de sua entrevista, resolveu perguntar para o entrevistador: “Caso eu não seja contratado, posso ligar para ter um retorno?” e ouvi como resposta: “Por que você acha que não será contratado?” Até hoje ele acredita que perdeu a vaga ali.
Amanhã: Atenção aos detalhes
Max Gehringer
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