terça-feira, 8 de junho de 2010

Lição de humildade

Tem candidato que se acha tão bem preparado que acaba perdendo a vaga. É o caso de um profissional que se considera um excelente programador de sistemas. Por isso mesmo, não tem a menor paciência com entrevistas de emprego. Logo que começa a responder as perguntas, percebe que os entrevistadores não tem noção da complexidade de sua função. E conclui que eles não tem qualificação para julgar sua competência. O ideal, na opinião dele, seria conversar diretamente com o gerente de Sistemas da empresa.
É bom ter em mente que em processos de seleção sempre aparecem candidatos bem qualificados. A triagem inicial separa os 10% ou 20% que vão se encaixar melhor na cultura da empresa.
Então, o recado vale para todos os candidatos que tem a mesma impressão dos processos de seleção. Esforce-se para capricha na entrevista. O que conta ali não é sua opinião sobre o RH. É a opinião do RH sobre você.
Uma dica é imaginar a entrevista como uma escala obrigatória antes de chegar ao seu destino. Ou seja, antes detratar os assuntos com seu futuro chefe, é preciso passar pelos entrevistadores.
Nesse caso, ser eliminado já na entrevista inicial pode indicar que o candidato demonstrou menosprezo pelo processo de avaliação, como se ele estivesse esperando para falar com quem realmente interessava. Se assim for, é preciso mudar o comportamento.
A função do RH não é apenas descobrir se o profissional é competente em suas tarefas. É também saber se ele é uma boa pessoa – e se, por tabela, será um bom colega. Isso conta bastante para criar um ambiente de trabalho melhor para todos.

Amanhã: O teste da letra

Max Gehringer

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