Uma pessoa não foi contratada porque, segundo o entrevistador, ela dizia uma coisa, mas seu corpo falava outra. Isso é possível? Acredito, é perfeitamente possível. As vezes, a voz transmite uma informação que não combina com a postura corporal. E isso acontece sem a gente perceber.
A comunicação não é feita apenas pela sua voz. O que você fala é apenas um componente de um conjunto de sinais que o seu corpo transmite a todo instante. Ou seja, mesmo quando você fica em silencio, sua expressão facial e seus movimentos corporais estão falando por você. E os entrevistadores são treinados para identificar todos esses sinais. É a chamada linguagem não verbal. Processos de seleção empregam essas técnicas para analisar os candidatos.
A lista de sinais não verbais é bem extensa. Alguns deles são: braços cruzados enquanto alguém fala indicam desinteresse ou discordância; mão na frente da boca enquanto você fala é sintoma de incerteza; sentar-se na beira da cadeira, com o corpo inclinado para a frente, é disposição para entrar em ação; ombros caídos apontam para tristeza ou desanimo; e assim por diante.
Já nos anos de 1950, o psicólogo Albert Mehrabian, especialista em linguagem corporal, publicou um estudo interessante. Segundo ele, apenas 7% do total da comunicação é verbal, feita por palavras. O tom de voz responde por 38% e os 55% restantes correspondem a linguagem corporal.
Em outra comparação, é como se um noivo, ao ser perguntado “Aceita fulana como sua legítima esposa”, respondesse “Sim”, mas abanasse a cabeça como se fosse um “Não”. Com certeza, não iria pegar bem.
Amanhã: Seja diferente.
Max Gehringer
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