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sexta-feira, 11 de junho de 2010

COMO ENTRAR NO RADAR DO CHEFE

1 Seja responsável pelo seu sucesso. Delegar o rumo da carreira ao chefe ou à empresa é metade do caminho para o fracasso. Quem não gerencia a própria carreira se mostra despreparado a gerenciar equipes e negócios.

2 Traga resultados. Esse é o ingresso para entrar na lista dos escolhidos pelo chefe. Além disso, com um bom desempenho, você consegue condições melhores na hora de pleitear uma promoção com o chefe.

3 Defina e compartilhe seus objetivos. Assim, você terá mais clareza na hora de traçar uma estratégia e poderá contar com a ajuda dos outros para chegar lá. Peça feedback e dicas para o chefe e outros profissionais experientes. Isso dará uma pista das suas chances e de como se preparar para desafios maiores.

4 Mostre-se. É preciso saber valorizar e expor seu “produto” da forma correta e às pessoas certas. Mostre ideias, coordene projetos e assuma mais riscos. Isso vale também com seus pares, já que é fundamental ter o respeito deles para assumir a posição de chefe.

5 Acompanhe seu progresso. Se preparar para assumir o lugar do chefe (ou qualquer outro cargo) deve ser encarado como um projeto. Para isso, crie métricas para acompanhar seu progresso e corrigir possíveis desvios.
 
Fonte: Revista Você S/A

http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/como-formar-sucessoresse- tornar-voce-tambem-escolhido-seu-chefe-497412.shtml

COMO PREPARAR UM SUCESSOR

1 Identifique o profissional necessário para a empresa. Veja quem tem as competências que mais casam com o modelo de negócio da companhia. Olhe também num horizonte de até cinco anos, para garantir que o perfil do profissional ainda valerá à empresa no futuro.

2 Escolha pelo menos dois profissionais. Colocar todas as fichas em apenas uma opção é arriscado. Você pode errar na escolha ou perder seu escolhido no meio do caminho.

3 Veja quem se destaca no time. Não olhe só números, porque eles não garantem sucesso. A entrega de resultados é importante, mas também é preciso potencial para assumir outros cargos. Em três anos, é possível ver esse profissional duas posições à frente da atual?

4 Dê pequenos desafios. Delegue tarefas da sua função: mande-o a reuniões importantes, coloque-o como substituto durante suas férias e repasse a coordenação de projetos da área.

5 Pense antes de comunicar o nome do escolhido aos outros. Isso pode causar uma competição desnecessária e impactar na produtividade da área. O sucessor certo deve ser capaz de, sozinho, emitir os sinais e ser legitimado pela equipe.
 
Fonte: minharbs.com.br

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Viramos uma China?

O Brasil começou o ano em ritmo de crescimento chinês. Por que não vamos conseguir sustentar essa taxa.
Há dois anos, o Brasil tinha a expectativa de uma economia perto de 7% de crescimento. Aí veio a crise global, e nós crescemos zero. Nas circunstâncias mundiais, até que esse zero foi um lucro. Era um zero, mas com viés de crescimento. Esse viés se cumpriu. Só nos primeiros quatro meses do ano, já criamos quase a metade dos ambicionados 2 milhões de empregos formais. Com base na atividade econômica do país, o mercado financeiro projetou um crescimento anual de 6,5%, o dobro da média da década. Essa estimativa, já muito boa, está sendo considerada defasada por algumas entidades relevantes. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fala em 7% e o Itaú Unibanco em 7,5% de crescimento anual. Se mantivesse o ritmo do primeiro trimestre – algo difícil de acontecer –, o país cresceria cerca de 10%, o triplo da média da década, similar ao ritmo da economia chinesa. Na história recente, o Brasil só teve esse ritmo nos anos 70, durante o regime militar, e ele não se refletia, como hoje, em diminuição da desigualdade – o país crescia, e os pobres continuavam pobres.
É claro que é empolgante falar em “crescimento chinês”, “novo milagre econômico” ou “volta ao ritmo dos anos 70”. Mas é uma empolgação desavisada. O crescimento do Brasil que usava calças boca de sino, de 9% ao longo de mais de uma década (de 1968 a 1980), não vai se repetir. Por dois motivos.
O primeiro é que a taxa de crescimento não pode ser dissociada do estágio da economia. Países menos maduros crescem mais por uma questão matemática. Para alguém com R$ 2 no bolso, uma nota de R$ 2 significa crescimento de 100%. Para alguém com R$ 10, é apenas 20%. O mesmo acontece com os países. Segundo projeções do FMI, Gana, no noroeste da África, deverá crescer 20% no ano que vem. A Alemanha apenas 1,7%.

Revista Época

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Economia da Índia supera previsão e cresce 7,4%

Desemprenho reflete principalmente ritmo positivo da indústria e do setor de serviços
A economia da Índia registrou um crescimento de 7,4% no ano fiscal de 2009/2010 (encerrado em 31 de março), devido principalmente aos setores da indústria e de serviços, de acordo com dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (31).O governo previra uma alta de 7,2%.
No último trimestre do exercício (período de janeiro a março), o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) da Índia registrou uma alta de 8,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, abaixo das previsões dos analistas.
A economia da Índia e dos demais países com os quais compõe o grupo conhecido pela sigla Bric (Brasil, Rússia e Índia) representará dois terços da economia mundial nos próximos cinco anos, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em um discurso durante conferência sobre a economia brasileira em Madri (Espanha).
Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), os Brics responderam por quase 50% do crescimento mundial entre 2000 e 2008. Até 2014, os quatro países devem ser responsáveis por 61% do crescimento econômico.



quarta-feira, 19 de maio de 2010

As duas pulgas

Muitas empresas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento.
O que lembra a história de duas pulgas.
Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.
Elas então contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra
- Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso
tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele.Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam voo rapidamente.
Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu...
A primeira pulga explicou por quê:
- Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como ospernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen.
Resolvido, mas por poucos minutos..... .
Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes perguntou:
- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI... Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
- E por que é que estão com cara de famintas?
- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha:
- Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?
- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas. quiseram saber as pulgonas...
- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca docachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".

MORAL: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficienteMuitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

Max Gehringer

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aumento de Horas

O faturamento da indústria brasileira cresceu 4,3 % em março na comparação com fevereiro. No mesmo período, as horas trabalhadas na produção aumentaram 2,7 % e o emprego teve expansão de 0,7 %, informa a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Informe Publicitário Contábil

COPA DO MUNDO

De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.

A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association).
A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 16 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.
Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.
O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.
Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.
Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.
Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.
Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.
Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1.
Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento.
Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quanto quer pagar?

Ao contrário da compra de bens e serviços básicos, como alimentos, vestuário, escola, transporte e imóvel para morar, na qual os consumidores são obrigados a acatar os preços do mercado, ao adquirir produtos financeiros de renda variável os investidores podem determinar o valor disposto a desembolsar como estratégia para garantir maior margem de lucro.

Da mesma forma como dedicou tempo e planejamento no controle das contas até se tornar um investidor – quem gasta menos do que recebe – o cidadão precisa esperar o momento ideal da transação, que pode demorar meses e até anos. Enquanto aguarda essa chance, ele deve colocar o dinheiro em produtos de renda fixa, que tem ganho conforme a taxa básica, hoje em 9,25% ao ano, para manter o valor do capital disponível.

Nesse caso, o aplicador foge do efeito manada, no qual muitos correm para produtos da moda ou com performance acima da média do mercado , que podem estar com preços no pico e tendem a ruir a qualquer instante. Investidor inteligente é o que analisa o negócio não só no contexto da bolsa, mas principalmente dentro da realidade do seu bolso.

Em vez de aproveitar barganhas, como agora, quando os gráficos indicam cotações atraentes devido às quedas provocadas pela crise na Grécia, o investidor precisa detectar o preço real de cada ação e o retorno desejado na operação. É ele, portanto, que define as condições. Assim é que atuam Warren Buffett e George Soros, alguns dos maiores investidores do planeta.

A estratégia é simples. A análise dos fundamentos de uma empresa, por exemplo, revela o valor real do papel em R$ 100,00 e não em R$ 200,00, como está cotado no pregão. O aplicador também avaliou pagar 50% a menos e, por isso precisa esperar até a ação cair a R$ 50,00 para efetuar a compra. Para ele, pouco importa se a ação esta em alta ou baixa, pois tem noção de que um dia, cedo ou tarde, o valor previsto vai chegar. Afinal, o mercado é feito de ciclos sem prazos para começar ou terminar.

Jornal Zero Hora - Colunista: Marçal Alves Leite

domingo, 9 de maio de 2010

Micro Empreendedor Individual (MEI)

O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 36.000,00, por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado.Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilitará a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.

Além disso, o Empreendedor Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, COFINS, IPI, CSLL).Pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 57,10 (comércio ou indústria) ou R$ 62,10 (prestação de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS.
Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.Com essas contribuições, o Empreendedor Individual terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, isenção de taxas para o registro da empresa, redução de carga tributária, acesso a serviços bancários, inclusive crédito.

Site: www.portaldoempreendedor.gov.br

Postado por Josiane

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A VIDA CONTINUA

Diz-se que “tudo na vida passa”, que tudo é uma questão de tempo e que a tempestade também termina até que a bonança tome o seu lugar. O mesmo vale para o futebol. Hoje (sexta-feira) ninguém mais fala sobre o sucesso do Grêmio e o soçobro do Inter no Campeonato Gaúcho. São páginas viradas na história das referidas agremiações; uma feliz, outra nem tanto.
O que ainda repercutem são os comentários do que ocorreu nesta quarta-feira no Olímpico e na quinta-feira no estádio Beira Rio, respectivamente nas disputas distintas que envolvem as duas agremiações. O encarnado desdenhou a competição regional e priorizou a de nível a de nível continental. Deu-se mal naquela e é visto com reservas nesta.

Nossos pais, sabemos, vive e respira futebol. Particularmente, graças a Deus esta atmosfera não me é mais imprescindível, mesmo porque, quer seja na vitória ou na derrota a vida continua. O dia seguinte (the Day after), segunda ou quinta-feira, podem ser mais pesados aos perdedores, ou mais leves aos vencedores, mas é apenas uma questão de tempo e tudo volta ao normal porque há atividades tão ou mais importantes do que o futebol para nos preocuparmos.

Era até esperado e, portanto não foi novidade o Grêmio (embora com uma equipe apenas razoável) conquistar o campeonato gaúcho. A derrota gremista no último embate frente ao arquiinimigo, embora a vantagem obtida no primeiro confronto, ofuscou o brilho da conquista. Mesmo respeitando outras opiniões não vi motivos para desfraldar bandeiras, fazer passeata e muito, mais muito menos mesmo, soltar rojões. Continuo pensando que está última atitude é uma forma de ignorar a liberdade das outras pessoas, especialmente as que não são aficionadas pelo futebol.

Pode ser até aceitável e normal, no meu ponto de vista eu a torcida se manifeste ao comemorar os feitos da sua equipe, dentro e fora do campo como sói acontecer quando, por exemplo, é exibido um caixão com as cores e o nome do aniversário simbolizando a sua morte (fracasso). Anormal é quando esta atitude é tomada pelos jogadores como foi o caso dos atletas do Grêmio. Da mesma forma é parte do contexto ouvir e ver outras manifestações de torcedores. Porém, é no mínimo estranho e provocador incitar o técnico do time adversário como fizeram os atletas do Santos capitaneados pelo experiente Robinho: “Wanderlei pode esperar que a tua hora vai chegar! Não poderia a referida provocação servir de revanche? E se o efeito fosse o contrário?

O (nosso) país do futebol tem que evoluir em se tratando de comportamentos, tanto dos jogadores, quanto da torcida e da imprensa. Basta compará-los a outros países como é o caso das competições européias. Os atletas podem até jogar com rispidez, mas são leais; as torcidas têm outro perfil. Tanto é verdade que em muitos estádios sequer existe alambrado de divisão entre elas e o campo de jogo. Acredito piamente que a imprensa lá se mostra mais profissional e racional, menos bairrista e provinciana do que a nossa. O fanfarrão do Galvão Bueno é um exemplo quando abre a goela e grita: é tetra...! é tetra...! é tetra! São devido a estes e outros comportamentos que o futebol acaba perdendo o seu brilho, sem mencionar outras restrições como: somente as reformas dos estádios das cidades sedes dos jogos da Copa do Mundo custarão mais de cinco bilhões. Sem comentários!

Não obstante, na vida continua para os vencedores e perdedores. Talvez a torcida do Santo André esteja ainda inconformada com a atuação azarada da “bandeirinha” que anulou o gol legítimo que lhe daria o título de campeão paulista. Na dúvida é o mais popular que leva vantagem. Os pequenos que se danem! Fosse do outro lado, a jogada seria invalida? O pior de tudo é que, embora as câmeras das televisões captem todos os detalhes e as imagens dispensem comentários este recurso é ignorado na hora de decidir. Até quando haverá resistência? Menos mal, de um jeito ou do outro a vida continua até, logicamente o momento do desenlace. Mesmo assim, para quem crê na transcendência ela (vida) “não é tirada, mas apenas transformada”. Não sei se o colega e advogado leitor João Bottan é menos ou mais ligado ao futebol e se comunga com o meu ponto de vista, mas ele e você, leitor tem o livre arbítrio. Portanto........
Jornal Bom Dia - Colunista: Neivo Zago

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Administração Tributária

A Administração Tributária constitui-se num conjunto de ações e atividades, integradas e complementares entre si, que visam garantir o cumprimento pela sociedade da legislação tributária e, que se materializa numa presença fiscal ampla e atualmente, quer seja na facilitação do cumprimento das obrigações tributárias principais e acessórias, quer seja na construção e manutenção de uma forte percepção de risco sobre contribuintes faltosos.

Essas ações e atividades devem estar embasadas em boa normatização tributária; bom sistema de informações cadastrais; bom preparo do grupo fazendário; integração com outras secretarias municipais e, acompanhado de informações fornecidas pelos próprios contribuintes, que são exigidas pelo físico.

Assim, todas as ações que compõem uma Administração Tributária, representam um fluxo único de trabalho, voltado para a obtenção de dois resultados finais básicos: a arrecadação e o controle fiscal.

O recolhimento de tributos é essencial para a sobrevivência do ente público – no caso aqui, o Município de Erechim, visto ser ele também, constitucionalmente, responsável pela saúde, pela educação e pela segurança da população. E, desprezar esta verdade é mostrar indiferença para com o futuro do Município.

Nesta linha de raciocínio, é que a Secretaria Municipal da Fazenda, onde assessoramos, começa a desenvolver práticas de administração tributária, objetivando a eficiência e bons resultados da arrecadação, para poder propiciar melhores prestações de serviços ao seu povo.

A Secretaria Municipal da Fazenda, do Município de Erechim, esta inovando, em termos de gestão, em suas Divisões e Setores.

Realizou treinamentos, para todos seus funcionários, na área de Legislação e Direito Tributário. Deu ênfase, no aperfeiçoamento, do seu quadro Fiscalizador, especialmente quanto, ao Imposto sobre Serviços “ISS”. Esta Divisão do ISS passou a realizar trabalhos objetivando, também, melhorias no atendimento aos contribuintes, instalando um Plantão Fiscal, dedicado exclusivamente, na orientação as empresas e, pessoas físicas. Está bem mais atuante na busca de evitar a evasão deste tributo, que tem representação significativa no seu orçamento.

A Divisão de Cobrança e da Divida Ativa ampliou seus setores, dando atenção especial no contato com os contribuintes, para oportunizar que encaminhem seus pagamentos e ou parcelamentos, antes de qualquer medida coercitiva.

Os Agentes Fiscais Fazendários, quando nomeados para a função, passaram a participar de treinamentos e estágios, onde conhecem toda a estrutura fazendária municipal, bem como recebem cursos específicos voltados para suas novas atividades. Houve, palestras e encontros com os Profissionais da Contabilidade, para que a Fazenda Municipal, demonstrasse seus novos procedimentos da sua estrutura Arrecadadora e Fiscalizadora. Serviu e serve para aproximar contribuintes, profissionais da contabilidade a fazenda pública no trato do sistema tributário municipal.

Significativas mudanças no Código Tributário Municipal. Foram implantadas, a partir deste ano de 2010 onde, dentre outras; houve a redução da cobrança de percentual de multas por atrasos, para se adequar a realidade atual; criou-se o Conselho de Contribuintes para julgamentos administrativos, em segunda instância, do contencioso tributário, com representatividade dos contribuintes, dando assim, mais transparência aos seus julgados; foi introduzido um sistema de multas bem definidos, oportunizando o devedor apresentar denuncia espontânea, com benefícios na graduação da penalidade; e, iniciando-se um parcelamento sem qualquer questionamento administrativo ou judicial, o Município concede descontos significativos nas multas.

A Divisão do Retorno do ICMS, da Fazenda Municipal, está realizando um trabalho integrado com a Secretaria Municipal da Agricultura, no sentido da conscientização dos Produtores Rurais, da importância da emissão da Nota Fiscal de Produtor e, por conseqüência da necessidade de documentar toda a comercialização de sua produção. Este trabalho dará significativos resultados, em termos de Retorno do ICMS ao Município de Erechim. Iniciou-se, também, um acompanhamento personalizado da evolução do Valor Adicionado, de cada empresa, para evitar perdas no Retorno do ICMS.

Por fim, a Fazenda Municipal está ultimando um programa de refinanciamento de seus créditos tributários, oportunizando aos devedores que paguem suas dividas tributarias, em condições mais favoráveis.

O objetivo final, é prestar um serviço, mais eficiente e mais qualificado, na área fazendária municipal, aos contribuintes e a sociedade. Buscar, também, aqueles impostos pertencentes ao Município de Erechim e que, eventualmente, possam estar sendo evadidos. Esta busca ocorre através de uma estrutura arrecadadora e fiscalizadora melhor preparada e, como ocorre, desenvolvendo trabalhos em parcerias com outras Secretarias Municipais. Com mais recursos, a administração municipal, no seu todo, obviamente, poderá prestar serviços com mais intensidade e, de melhor qualidade.

A Administração Tributária, não é somente o que falamos. É bem mais abrangente. No entanto, é possível verificar o que ela poderá proporcionar, de bom, um ente público (Município, Estado, União).

Nem mais nas administrações públicas, o amadorismo encontra espaços.

Jornal Bom Dia – Colunista: Valdecir Moschetta

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O patrono

L. F. VERISSIMO
Um estudo recente encomendado pelo banco BNP Paribas, francês e insuspeito, mostrou que nos últimos cinco anos a classe C brasileira cresceu e aumentou sua renda mais do que as classes A/B, enquanto que as classes D/E (não falam nas classes abaixo destas, que, no Brasil, como se sabe, chegam até as J/K) diminuíram de tamanho. Interpretações e reparos à vontade e ao gosto político de cada um, mas o inegável nos números é que houve ascensão social e está havendo distribuição de renda. Com bolsas antifome, suspensão de impostos, piques de empregos formais, pacs e repacs e trancos e barrancos, o governo está inserindo cada vez mais gente na vida econômica do país – enquanto consola os de cima com favores também inéditos para o capital financeiro. O que deve interessar a todo o mundo é que está se criando uma coisa que até agora não existia no Brasil, um grande mercado consumidor interno. E o patrono desta transformação não é Karl Marx, é Henry Ford.

Ironia. Henry Ford, em matéria de política, era um reacionário execrável. Sua companhia tornou-se um exemplo de cupidez empresarial um pouco acima do normal. Uma das histórias pouco comentadas da II Guerra Mundial é que a guerra já corria solta e o antissemita Ford continuava fazendo negócios com a Alemanha nazista. E não é preciso ir tão longe: foi notória a colaboração da Ford com a última ditadura militar na Argentina, para proteger seus interesses, e a ajuda da Ford e outras multinacionais estrangeiras à Operação Bandeirante, força auxiliar da repressão formada por empresários paulistas no Brasil dos anos cinzentos. Isso em contraste com a atividade – louvável – da Fundação Ford nos campos da educação e da cultura no continente. Mas Henry Ford ficou na história porque criou o fordismo, um método revolucionário de produção de carros em série que mudou para sempre os costumes e a paisagem da América. E porque pagava bem os funcionários da sua linha de montagem, raciocinando que de nada adiantava inundar o país de carros sem um mercado de massa para comprá-los.

Ford e o fordismo não foram os únicos responsáveis pela industrialização acelerada dos Estados Unidos a partir dos anos 20, claro, nem os empregados bem pagos da Ford foram os únicos protótipos da classe C consumidora que sustenta o capitalismo americano até hoje. Mas o fordismo teve efeitos colaterais importantes. Propiciou o aparecimento de um movimento sindical forte, e consequentes vantagens iguais para outros trabalhadores. Democratizou o acesso a bens antes exclusivos de uma minoria. E ficou como exemplo de racionalidade econômica a ser seguida. No caso do Brasil dos últimos cinco anos, um pouco tarde.

Publicado por Josi Sirena